Saturday, January 24, 2009

Click in Região, (magazine), 2006-2007

I was invited to write about rock stars biographies and made three texts:

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JIMI HENDRIX


James Patrick Hendrix
Nascimento: 27/novembro/1942, EUA
Morte: 18/setembro/1970, Inglaterra

No final dos anos 60, o rock tomou fermento, impulsionado pela ascensão comercial e criativa dos Beatles. Ascenderam, nessa época, muitos artistas, especialmente ingleses (o Brasil também teve seus representantes), e eventos como os Festivais de Woodstock, em 1969, nos Estados Unidos, e o da Ilha de Wight, na Inglaterra, em 1970, colocaram de vez esse gênero musical em evidência no cenário mundial e mostraram-no como um grande produto comercial.

Misturado a outras vertentes musicais, graças ao alto nível dos músicos de então (muitas daquelas bandas famosas começaram em escolas de música), foi ramificado. Surgiam, assim, categorias como hard rock, rock progressivo, folk rock, punk, pop rock.

Jimi Hendrix, na ocasião com 20 e poucos anos, fez parte dessa geração. É considerado por muitos como o maior guitarrista de rock da história: compôs, cantou, produziu e, principalmente, deu-se o direito de abusar do instrumento. Valeu-se de diversas maneiras de tocá-lo, ao colocar as cordas em ordem inversa, ou o próprio instrumento, com as mãos fazendo papéis trocados. Inventou efeitos sonoros especiais a partir do que a eletrônica da época permitia.

Entre 1967 e 1970, gravou os álbuns Are You Experienced, Axis - Bold as Love e Electric Ladyland, com a banda The Jimi Hendrix Experience e, com a Band of Gypsys, um álbum homônimo.

Um fato em especial me leva a pensar que o suporte profissional, no que diz respeito à imagem do artista junto aos fãs e à midia, ainda engatinhava naquele tempo. Hendrix, a exemplo de outros artistas famosos (Janis Joplin, Jim Morrison), morreu prematuramente por uso excessivo de drogas - algo que, hoje em dia, parece menos comum no “primeiro mundo” musical. Se estiver enganado, corrijam-me!


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JAMES BROWN
James Joseph Brown
Nascimento: 3 de maio de 1993, na cidade de Barnwell, Estado da Carolina do Sul, EUA.
Morte: 25 de dezembro de 2006, em Atlanta, Geórgia.


Deus da Alma

Cantor-símbolo da soul music (música da alma), James Brown ficou famoso não por ter a melhor voz, nem por ter sido o de maior sucesso comercial. Seu grande atributo era mostrado ao vivo: performances cheias de energia, de vibração, de emoção.

O começo de carreira foi na música gospel, mas tão logo o rock começou a ficar em evidência, nos anos 50, enveredou-se por esse caminho, formando a banda The Flames, que posteriormente mudaria o nome para James Brown And The Famous Flames. Sempre em busca de algo que o diferenciasse das dezenas de cantores de então – aperfeiçoando a banda ou de olho em novas tendências -, chegou ao ápice da fama em 1958 com a música “Try Me” em primeiro lugar nas paradas.

Em 1963 e 1964, foi processado pela gravadora King, ao gravar os discos “Live At The Apollo” e “Out Of Sight” fora do contrato. Depois disso, e até meados dos anos 70, colecionou hits cada vez menos ligados a melodias e mais a ritmos – passos iniciais para o que viria a ser o funk, alguns anos depois (vale dizer: nada a ver com o funk da periferia do Rio de Janeiro de hoje em dia).

A partir daí, mais problemas: falta de dinheiro e excesso de drogas levaram-no à prisão. Brown recuperaria o prestígio em 1986, com o hit “Living in América” chegando às “Dez Mais” nos EUA. Só que, em 1988, outra bomba estouraria em suas mãos: dois anos de cadeia por ameaçar pessoas na rua com uma arma e preso após perseguido por policiais.

Nos anos 90, lançou três álbuns que não tiveram grande repercussão. Enfrentou e superou um câncer de próstata em 2004. Porém, no último Natal, não resistiu a uma parada cardíaca decorrente de pneumonia.

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TEARS FOR FEARS

Mudança de rumo - Entre o final anos 1970 e o começo dos 1980, a música pop viveu uma fase de transição, graças ao aumento de recursos eletrônicos de gravação e reprodução artificial de instrumentos. As tribos musicais ficaram ainda mais diferentes entre si. A New Age apareceu como vertente com timbres inovadores (quase sempre mais suaves) em guitarras, órgãos e baterias. Bandas como The Police e U2 deram o tom do que viria a seguir. Outras mais antigas (Queen, Genesis, Rush) aderiram aos novos tempos.

Lágrimas para os Medos - Um representante de grande sucesso dessa época, e talvez o que melhor tenha aproveitado elementos dos anos anteriores para fundi-los a novas tendências, é a banda inglesa Tears for Fears, criada pelos cantores e instrumentistas Roland Orzabal e Curt Smith. O nome surgiu por influência de uma terapia criada por Arthur Janov, psicoterapeuta que Orzabal admira. Ao pé da letra, Tears for Fears é traduzido como Lágrimas para os Medos.

Em dupla, maior sucesso - Com Orzabal e Smith juntos, foram lançados os seguintes álbuns de estúdio: Hurting (1983), Songs from the Big Chair (1985) e Seeds of Love (1989). A dupla se separou em 1992, mas Orzabal manteve o nome. Vieram então Elemental (1993) e Raoul and The Kings of Spain (1995). A parceria foi retomada em 2004 com o lançamento de Everybody Wants a Happy Ending. A faixa-título deste álbum deve ser uma homenagem aos Beatles, tamanha a semelhança sonora com a dos rapazes de Liverpool. Veja a discografia completa, incluindo álbuns ao vivo e coletâneas, em http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&sql=11:yzarqj4bojsa~T2
Quanto às músicas mais marcantes, talvez os nomes não lhe sejam familiares, mas certamente você já ouviu Woman in Chains, Seeds of Love, Everybody Wants to Rule the World, Head Over Hills ou Break It Down Again em alguma rádio.